domingo, 30 de dezembro de 2012

Onde estávas, minha amiga,
quando o tempo era árduo e quebradiço?
Acalenta-me agora pois se vê o Sol
e os pássaros cantam em tua janela
Teria passado um minuto
ou uma semana inteira?
Enxugas e estenda o tempo
antes do pôr-do-sol, minha cara
Terminas a tua gargalhada
para que eu recupere meu fôlego também
Disso sai: não hei de ser mais eu mesmo
do que quando perto de ti, ao teu lado
Olha-me, com teus grandes olhos castanhos,
apenas quando te vejo
Cada momento teu é nosso!
e, na tua ferida, eu te beijo...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Fez-se o sol pelas esquinas,
becos e viadutos
janelas e portas
banhistas e mendigos

naquele dia, cada gota de suor
era mais uma apenas ,naquele oceano
de almas...
e ,no fim de tarde, a lua havia enxugado
o mundo da indiferença humana 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Não ame pouco,ó casal!
para quem não enxerga
é indubitável o erro!

Não ame demais, ó casal!
pois quem admira o sol
tem os olhos queimados!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Em noites frias e úmidas,
a cidade dos pecados
faz ecoar pela janela
seu humilde acalento:

tuas palavras longínquas,
único calor e cobertor meu
para aconchego, e, depois...

fingo que me amas
 e durmo como bebê.